Líderes Religiosos unem Forças para lançar Novo Livro sobre Perdão

Um rabino, um imame e o diretor do Fórum Cristão-Muçulmano da Grã-Bretanha falaram no lançamento de um novo livro sobre perdão, no Centro de St. Ethelburga para Reconciliação e Paz na Cidade de Londres, em 13 de Maio.

Sem inimigo para vencer, com subtítulo ‘Perdão num mundo intolerante’, do autor e jornalista Michael Henderson, foi comissionado pela imprensa da universidade americana, seguindo seus livros anteriores com o tema de perdão.

Simon Keyes, Diretor do Centro St. Ethelburga, mostra a Michael Henderson a fonte onde Henderson foi batizado (Foto: Michael Smith)Simon Keyes, Diretor do Centro St. Ethelburga, mostra a Michael Henderson a fonte onde Henderson foi batizado (Foto: Michael Smith)Em suas palavras de boas-vindas, Simon Keyes, Diretor do Centro de St. Ethelburga, disse que Henderson teve ‘uma enorme influência no desenvolvimento de nosso trabalho’ no centro e que seu livro anterior ‘Perdão – Quebrando a corrente do ódio’ foi um dos textos-base de nosso trabalho aqui’. Ele lembrou Henderson como ‘um de nossos padrinhos fundadores’.

O centro, uma antiga igreja que foi bombardeada pelo IRA (Exército Republicano Irlandês), teve o objetivo de ‘construir pontes em divisões causadas pelo conflito onde pessoas podem se encontrar como semelhantes’, disse Keyes. ‘Reconciliação é o espaço onde a compaixão encontra o conflito e leva a paz’. E perdão foi ‘o elemento-chave no exercício da compaixão’.

Michael Henderson fala com o Imame Musharraf Hussain al-Azhari em Nottingham (Foto: Michael Smith)Michael Henderson fala com o Imame Musharraf Hussain al-Azhari em Nottingham (Foto: Michael Smith)Coordenando o evento de lançamento, Dr. Musharraf Hussain al-Azhari, Co-Diretor do Fórum Cristão-Muçulmano e Diretor do Instituto Karimia em Nottingham, declarou ter achado o livro ‘uma grande inspiração’. Ele representou ‘uma expedição de força de histórias extraordinárias, encontros memoráveis entre vítimas e ofensores e contos emocionantes da bondade humana’. O título do livro sugeriu ‘um verdadeiro sentimento de libertação do medo – um precursor da paz – que é conseqüência do perdão’.

Henderson citou a falecida Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra do Paquistão, de sua dissertação no livro, escrita um pouco antes de seu assassinato, onde ela descreve sua própria experiência de perdão: ‘Meus pais sempre me ensinaram que um bom muçulmano é aquele que perdoa. E sei que temos essa importante lição em comum com a fé cristã’.

Henderson disse que sua intenção não foi definir o que é perdão ou discutir teologia, ‘mas celebrar a coragem daqueles que vêm desejando, algumas vezes nas mais inesperadas situações, seguir a rota do perdão, dar esperança onde algumas vezes o futuro parece desolado, e oferecer talvez encorajamento a outros de seguir esses exemplos’.

Ao escrever o livro, ele veio perceber que perdão é ‘mais como uma jornada que uma decisão isolada’, disse ele. Para alguns, perdão foi o começo de uma jornada e ‘para outros pode provar ser o destino final da jornada; para muitos é a decisão, frequentemente renovada quando nos abatemos, que são feitas ao longo do caminho’. Henderson citou outra passagem no livro feita por Rajmohan Gandhi, neto de Mahatma e Presidente de Iniciativas de Mudança Internacional, que crê que ‘nossa tendência de demonizar o outro pode dar abertura para nova compaixão’.

No enemy to conquer—forgiveness in an unforgiving world’, de Michael Henderson, Baylor University Press, USA, 220 páginas, £10.99, ISBN: 9781602581401.