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Paris: Uma Semana sob o Despertar de Gandhi com seu neto Rajmohan
Rajmohan Gandhi em Paris para o lançamento do livro. De 28 de Setembro a 3 de Outubro, Rajmohan Gandhi e sua esposa Usha estiveram em Paris para o lançamento da versão francesa da biografia de seu avô: Gandhi, sa véritable histoire par son petit-fils, como convidados do editor Buchet-Chastel e de IM-França.nbsp;
Esta semana em Paris começou com uma noite no Centro de IM em Issy-les-Moulineaux. Setenta convidados ouviram Rajmohan sobre seu livro – não outra biografia de Gandhi – mas uma história que inclui sua dimensão política, espiritual e principalmente humana. Ele contou algumas histórias sobre o homem que, indo contra ao forte apego à vida familiar tipicamente indiana, deu sua vida à Índia primeiro.
Em resposta a questões da audiência, Rajmohan mencionou a relevância da mensagem de Mahatma nos dias atuais:
Sobre o terrorismo e as relações do Ocidente com o mundo muçulmano: ‘Suspeitas infundadas e medo do Islã cristalizam a hostilidade e fortalecem o terror’.
Sobre o Paquistão: ‘A situação do Paquistão hoje resulta em parte por causa da política liderada por algumas nações durante os anos 90. Seria injusto ver o Paquistão como a única nação de extremistas. O que é preciso é diálogo, conversa franca. Não devemos fechar a porta. Muitos lá compartilham as idéias de Benazir Bhutto. Eles são nossos aliados. Vamos ajudá-los a fazer esse legado crescer. A Índia não deve hoje rejeitar os paquistaneses de uma hora para a outra’.
Sobre Kashmir: ‘Os kashmiris têm o sentimento hoje de que pertencem a Índia contra sua vontade. Isto causa tensão. O terrorismo não é o único problema. Uma solução seria algo que satisfaça a Índia, Kashmir e o Paquistão. A mensagem ao governo indiano que eu apoiaria e todos deveríamos apoiar é: Escutem aos kashmiris e uma solução será encontrada’.
Sobre a França e a Europa: ‘Na França, sua força é Liberté, Egalité, Fraternité. Nunca percam isto de vista: O papel da França hoje no mundo é continuar a posicionar-se e lutar por direitos humanos’.
‘O espírito de Gandhi é importante para os dias de hoje e ainda tem um impacto em nosso mundo. O que é preciso é compromisso. Se eu ajo de forma verdadeira e profunda de acordo com minha consciência e minhas idéias, continuo a carregar a mensagem de Gandhi’.
Gandhi também falou a 120 pessoas – e autografou seu livro, na FNAC de Montparnasse, a principal loja da maior rede de livrarias da França, para um grupo de acadêmicos da Maison des Sciences Humaines; ele foi entrevistado por vários jornalistas da imprensa, teve almoço com membros do parlamento e com senadores.
Em seu último dia, Rajmohan foi convidado a inaugurar um busto de Mahatma na Sede da Índia na Cité Universitaire Internationale da capital francesa, um grande campus que abriga 10.000 alunos. Dr. Bikas Sanyal, Chefe da Maison de l'Inde, doou a escultura. H.E. Sr. Mattaï, Embaixador da Índia em Paris e velho amigo de Rajmohan, prestou tributo a seu trabalho como historiador, membro do parlamento e com Iniciativas de Mudança.
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