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PARISIENSES CONTÊM MEDO E XENOFOBIA ATRAVÉS DE ‘CÍRCULOS DE DIÁLOGOS’
Michael Smith
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Subúrbios de Paris foram impactados por distúrbios no ano passo e em 2005. Mas de acordo com um grupo francês em visita a Londres, o caminho para conter o medo e a xenofobia é através de ‘círculos de diálogos’.
Os quatro parisienses contaram como eles e seus colegas estão desenvolvendo uma série de diálogos de construção da confiança nos subúrbios de suas cidades, quando falaram no Fórum de Greencoat, em 11 de março. Eles estavam lidando com uma audiência multiétnica no centro de Iniciativas de Mudança, em Londres.
Os círculos de diálogos são resultado de um programa de 10 anos de IM França, chamado Diálogo Iniciativa. O objetivo é ‘eliminar as distâncias entre mundos diferentes os quais ignoram um ao outro’, particularmente entre muçulmanos e não-muçulmanos, disse Michael Smith, diretor do movimento católico Fondacio, que tem parceria com IM.
De privilegiada origem anglo-belga, Smith e sua esposa francesa escolheram viver em Trappes, a sudoeste de Paris, que possui 30.000 habitantes de 73 nacionalidades. Smith disse que a reputação de Trappes sobre violência nas ruas deixou amigos com medo de visitá-los. Mas os círculos de diálogo ali foram “o espaço onde pessoas ‘reais’ se encontravam. Podemos ouvir o quão próximos somos em nossos desejos, valores, problemas”. Os círculos de diálogo em Trappes também incluem Coignières, onde 70% da população é imigrante.
A França tem a maior população muçulmana na Europa Ocidental, com cerca de seis milhões, aproximadamente 9% da população, onde a maioria vem do norte da África.
Um outro círculo de diálogo a norte de Paris, perto dos conflitos ocorridos no último ano, tem sido desenvolvido por Jamila e Béchir Labidi, da Tunísia. Eles queriam ‘construir relacionamentos baseados na confiança entre franceses muçulmanos e franceses não-muçulmanos’, disse Jamila. Eles não queriam um debate teológico mas sim focado em preocupações comuns: dificuldades em famílias, discriminação e o lugar do Islã na vida pública.
Jamila Labidi
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Jamila, Diretora de IM França, ensina árabe a adultos e crianças e ganhou cidadania francesa. Ela falou da ‘profunda responsabilidade da comunidade muçulmana sobre o país que nos recebeu’. Seu contato com IM ajudou-a a ‘redescobrir a França encontrando pessoas sinceras e humildes agraciadas com impressionantes qualidades humanas e intelectuais’. O programa Diálogo Iniciativa ajudou-a a ‘criar relacionamentos verdadeiros e ligações profundas de confiança e amizade’, particularmente durante os momentos difíceis como o 11 de Setembro e a Guerra do Iraque.
Ouvir uns aos outros, enfatizou ela, nem sempre foi fácil. ‘Isso nos coloca à prova e nos faz olhar para dentro de nós mesmos. Ser franco conosco mesmos permite despertar nossa consciência e deixar ‘o outro’ naturalmente achar seu lugar em nosso espaço e espírito. Se permanecermos superficiais, não mudaremos mas sim permaneceremos difíceis e alienados. Eu tenho uma convicção profunda que, se cada um estiver preparado para oferecer algum espaço ao outro, isso permitirá um movimento coletivo [para crescer] em direção a um mundo melhor’.
Erwan Floc’h
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Erwan Floc’h, Diretor de Diálogo Iniciativa, disse que existiam três objetivos: quebrar as muralhas da incompreensão, preconceito e medo; lutar contra discriminação; e fortalecer a coesão da sociedade francesa. ‘A confiança começa quando você nota que o outro é um pouco como você’, disse ele.
Os círculos de diálogo em geral reúnem cerca de 20 pessoas a cada seis semanas, disse ele. ‘Nós conversamos honestamente sobre nosso cotidiano. Nossas preocupações são relacionadas às últimas notícias, educação para nossos filhos, dificuldades no trabalho. Descobrimos que temos as mesmas dificuldades, confrontamos as mesmas situações, gostamos dos mesmos tipos de eventos’. E os participantes participam das festas e refeições uns dos outros, incluindo Natal e Ramadã.
Anne-Marie Tate, veterana de IM na França, parafraseou as palavras da proeminente figura católica, Jean Vanier, que enfatizava que ‘o maior desejo do ser humano é um relacionamento verdadeiro e real’, onde cada um é aceito e necessário. Floc’h admitiu que seu trabalho às vezes é lento. Mas a Sra. Tate disse, “o coração humano é muito delicado, um instrumento que precisa ser carregado com cuidado. E sabemos que todos deveremos ser capazes de dizer um dia, ‘Nós fizemos isso!’, quando diremos todos ‘Que felicidade real é ser seu amigo’ “.
A Baronesa Ros Howells de St. Davids recebeu-os na Casa dos Lordes, contaram eles. ‘O único caminho é o que você está fazendo, colocando tijolo sobre tijolo’. Eles também encontraram o jornalista Ajmal Masroor no Norte de Londres, imame da mesquita da Rodovia Wightman. Michael Smith foi entrevistado por 15 minutos na estação de rádio digital afro-caribenha, a Rádio Colorida.
Mike Smith

